Levar marmita para o trabalho significa a união entre a economia e hábitos saudáveis

A maior parte do tempo que uma pessoa adulta passa acordada é vivida no ambiente de trabalho. Por isso, quaisquer mudanças nos hábitos cotidianos têm de ser seguida, também, nas horas que se passa no serviço. Foi possível perceber isso, no refeitório da Secretaria Municipal de Economia (Semec), utilizado por servidores da própria secretaria e da Secretaria Municipal de Gestão. Dezenas deles, trazem suas próprias refeições feitas em casa.

Luciana Martins, servidora da Semge é uma delas. Ela conta que mudar a alimentação e outros hábitos cotidianos depende de motivação e é um ato de escolha para a vida. Há mais de dois anos, ela segue uma dieta restrita e equilibrada unida à um programa específico de exercícios físicos. E afirma que só teve benefícios.

Confere abaixo nossa entrevista “Ping Pong” com a Lú!

Marcel: Quando você decidiu que trazer sua própria alimentação seria uma rotina?

Luciana: O primeiro passo para você mudar seus hábitos alimentares é saber o que realmente você quer. Depois é um ato de escolha. Eu escolhi fazer uma dieta, entrar para academia, tendo em mente objetivos, tanto de saúde física, quanto por questão de estética, mesmo. E por ser uma escolha, tenho a responsabilidade comigo de seguir o que é programado. Coloquei como meta e hoje é rotina, mesmo.

Marcel: Para você, por que é importante trazer a própria alimentação para o trabalho?

Luciana: Antes de tudo, é uma questão financeira. Trazer sua comida faz com que não precise almoçar em restaurantes, o que pesa no bolso. Quando se vê por uma refeição não parece muito, mas durante o mês, acaba sendo uma economia significativa. E no meu caso, que há quase dois anos adotei um estilo de vida saudável e tenho uma alimentação muito regrada, facilita muito trazer minha própria comida, porque trago a quantidade que preciso, da forma como eu preciso e sem falar, que na rua a tentação torna isso mais complicado.

Marcel: Como é seguir este estilo de vida?

Luciana: Não é simples, depende de muita disciplina. Não adianta passar a semana toda se alimentando de um modo saudável e no final de semana “enfiar o pé na jaca”, como se diz. Isso colocaria tudo a perder. E como disse antes, eu escolhi isso, então tenho um compromisso de seguir. Mas hoje, eu me sinto muita adaptada ao meu estilo de vida. Eu acordo bem cedo para preparar minha marmita, ir para academia, já trago tudo para a secretaria desde o lanche da manhã e da tarde ao almoço. Só tenho uma alimentação livre por semana, e veja bem não é um dia inteiro, mas sim uma refeição por semana.

Marcel: E quais foram os reflexos dessa mudança para tua vida?

Luciana: Quando eu decidi começar essa mudança, eu estava com muitas dores nas minhas costas. Decidi voltar à fazer academia e, paralelamente, a isso mudar a alimentação. E me sinto melhor em todos os aspectos! Tenho mais disposição para trabalhar, mais energia para as tarefas do dia a dia, mesmo acordando mais cedo, tenho um sono melhor, porque também acabo dormindo mais cedo. Comendo corretamente, com escolhas mais saudáveis, numa quantidade adequada, melhora inclusive as taxas relacionadas à saúde.

Marcel: Quais as principais dicas para quem quer fazer uma mudança desse tipo?

Luciana: Acredito que, primeiramente, a pessoa deve saber o que quer e escolher essa vida para si. Depois, buscar um acompanhamento com especialista, e sou complemente contra seguir dietas por conta, de internet. Eu procurei um nutricionista, e tento seguir aquilo que ele passa para mim, às vezes adaptando, passando o lanche da tarde para noite, comendo o que ele passou para mim durante o dia. Mas o principal, para mim, é isso, lembrar que é um ato de escolha. E eu me sinto muito feliz com a escolha que fiz para minha vida.

Repórter – Marcel Palmeira

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